
A TERRA PEDE SOCORRO. Public. Carmem Vervloet
Estava sentada na praia Banhada de luar E a brisa foi chegando Macia, acariciando, Querendo conversar...
Iniciamos um diálogo profundo. Falamos das coisas do mundo. Falamos de ecologia, de poluição, filosofamos,
Falamos do homem das coisas que o consomem. Falamos do planeta terra E do futuro que o espera. Falamos da falta de consciência coletiva
Para preservar o nosso chão, os nossos rios, o nosso ar. As nossas matas, o nosso mar. Que o homem não aprendeu a respeitar. Falamos da falta de vontade
De nossos governantes da sua inércia estonteante. Que nos faz lamentar, Até chorar! Falamos de honestidade.
Virtude esquecida Já não faz parte da vida é coisa secundária para o poder tornou-se lendária. A brisa falou-me da vida na terra
Sem esperança Vê um futuro muito negro Para nossas crianças O homem está matando a terra Com a sua ganância!
E poucos são aqueles Que dão ao grande problema A devida relevância. A natureza pede clemência E pede urgência.
Pensei... Pensei... Pensei... E não encontrei solução Para nosso planeta amado em destruição. A não ser este apelo
Em permanente circulação Pelos meios de comunicação E cada pessoa empenhada Em sugerir outra opção. E a brisa foi saindo,
Devagar como chegou. E o mar que tudo ouvia, Com lágrimas de tristeza, Banhou a praia macia.


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